CID BrasilCID-10, procedimentos do SUS e TUSS

02.11.02.001-0 — Cateterismo cardiaco

Procedimento da tabela SIGTAP do SUS, no grupo procedimentos com finalidade diagnóstica. Valor total de R$ 1.502,84 na competência agosto de 2026, classificado como alta complexidade.

Valores da competência agosto de 2026

Serviço hospitalar (SH)R$ 492,52
Serviço ambulatorial (SA)R$ 730,04
Serviço profissional (SP)R$ 280,28
Valor totalR$ 1.502,84

SH remunera a estrutura hospitalar, SA a estrutura ambulatorial e SP o trabalho do profissional. O valor total é a soma dos três — é o teto federal de referência, que estados e municípios podem complementar com recursos próprios.

Ficha técnica

Código02.11.02.001-0 (0211020010 sem pontuação)
ProcedimentoCateterismo cardiaco
ComplexidadeAlta complexidade
Grupo02 — Procedimentos com finalidade diagnóstica
SubgrupoMétodos diagnósticos em especialidades
Forma de organizaçãoDiagnóstico em cardiologia
FinanciamentoMédia e Alta Complexidade (MAC)
SexoIndiferente
Faixa etáriaa partir de 12 anos
Quantidade máxima1 por competência
Competênciaagosto de 2026

Descrição oficial

Consiste no procedimento para diagnosticar ou tratar doenças cardíacas, por meio da introdução de um catéter, que é um tubo flexível extremamente fino e longo, na artéria do braço ou da perna do indivíduo, que será conduzido até o coração. Também denominado de angiografia coronária, cinecoronariografia ou ainda estudo hemodinâmico. É indicado no diagnóstico e tratamento do infarto ou da angina, sendo capaz de detectar e remover acúmulos de placas de gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias encontradas no sangue, mostrar se as placas estreitaram ou bloquearam as artérias coronárias. O acúmulo de placas estreita o interior das artérias e restringe o fluxo de sangue ao coração. O cateterismo cardíaco é muito utilizado para diagnosticar e/ou tratar diversas condições cardíacas, dentre as quais: avaliar as artérias coronárias que irrigam a musculatura do coração, desobstruir artérias e válvulas devido ao acúmulo de placas de gordura, verificar se existem lesões nas válvulas e do músculo cardíaco, verificar a existência de alterações na anatomia do coração não confirmadas por outros exames, mostrar em detalhes malformação congênita em recém-nascidos e crianças. A recuperação do procedimento é rápida, e não havendo complicações que impeçam, o paciente recebe alta logo após algumas horas, desde que não haja outro procedimento associado. Feito sob anestesia local, é realizada uma pequena abertura para entrada do catéter na pele da virilha ou do antebraço na altura do punho ou cotovelo, a seguir é feita a inserção do catéter na artéria (geralmente, radial, femoral ou braqueal) que será conduzido até o coração. São localizadas as entradas das artérias coronárias direita e esquerda e a seguir a injeção de contraste à base de iodo que permite a visualização das imagens das artérias e de possíveis pontos de entupimento. Também é injetado contraste no ventrículo esquerdo para visualização do bombeamento cardíaco. O exame não causa dores, sendo normal o paciente sentir uma onda passageira de calor no peito quando se injeta o contraste. Normalmente, o exame não demora mais que 30 minutos, sendo geralmente mais longo em pacientes já submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio ou doença da artéria coronariana. Bloqueios nas artérias também podem ser vistos usando ultrassonografia durante o cateterismo cardíaco para auxiliar na definição ou não da necessidade de tratamento cirúrgico (angioplastia coronária, cirurgia cardíaca ou correção de cardiopatias congênitas). A justificativa mais comum da solicitação do cateterismo é para avaliar dor no peito, sintoma de doença da artéria coronária mostrando se a placa está estreitando ou bloqueando as artérias cardíacas. É um exame invasivo que pode ser realizado de forma eletiva, para confirmar a presença de obstruções das artérias coronárias ou avaliar o funcionamento das valvas e do músculo cardíaco ou em situações de emergência, para determinar a exata localização da obstrução que está causando o infarto agudo do miocárdio e planejar a melhor estratégia de intervenção. Todo o exame envolve a aquisição e geração de imagens que são posteriormente disponibilizadas, em filme e fotos, para o paciente. Quando da punção da artéria (seja no braço ou na virilha), é instalado um introdutor, por onde o cateter será introduzido. Estabelecido o diagnóstico e o grau da obstrução arterial, o cardiologista intervencionista poderá decidir por tratamento intervencionista imediato, que seria a angioplastia coronária ou programar o tratamento subsequente.

Texto da tabela SIGTAP, competência agosto de 2026.

Como registrar

Instrumento de registro

Modalidade de atendimento

Serviço/classificação exigido no CNES

Detalhes

Habilitação exigida do estabelecimento

O estabelecimento precisa estar habilitado no CNES em pelo menos uma destas habilitações para que a produção seja aceita:

Quem pode executar (CBO)

1 ocupações da Classificação Brasileira de Ocupações estão autorizadas a registrar este procedimento:

Ver as 1 ocupações
  • 225120 Médico cardiologista

Regras condicionadas

Gera compensação financeira

A regra condicionada em questão estabelece que os atendimentos registrados gerarão crédito financeiro para compensação, sem repasse financeiro vinculado, com financiamento MAC, independentemente do tipo de financiamento dos procedimentos na Tabela de Procedimentos do SUS, em situações específicas.

CID aceitos neste procedimento

O SIGTAP vincula 82 códigos como diagnóstico principal. Informar um CID fora desta lista é uma das causas mais comuns de rejeição da produção.

Diagnóstico principal

I05.0 · I05.1 · I05.2 · I05.8 · I05.9 · I06.0 · I06.1 · I06.2 · I06.8 · I06.9 · I07.0 · I07.1 · I07.2 · I07.8 · I07.9 · I08.0 · I08.1 · I08.2 · I08.3 · I08.8 · I08.9 · I20.0 · I20.1 · I20.8 · I20.9 · I21.0 · I21.1 · I21.2 · I21.3 · I21.4 · I21.9 · I22.0 · I22.1 · I22.8 · I22.9 · I23.0 · I23.1 · I23.2 · I23.3 · I23.4 · I23.5 · I23.6 · I23.8 · I24.0 · I24.1 · I24.8 · I24.9 · I25.0 · I25.1 · I25.2 · I25.3 · I25.4 · I25.5 · I25.6 · I25.8 · I25.9 · I27.0 · I28.0 · I28.1 · I28.8 · I28.9 · I31.0 · I31.1 · I31.2 · I31.3 · I31.8 · I31.9 · I34.0 · I34.1 · I34.2 · I34.8 · I34.9 · I35.0 · I35.1 · I35.2 · I35.8 · I35.9 · I36.0 · I36.1 · I36.2 · I36.8 · I36.9

Perguntas frequentes sobre o procedimento 02.11.02.001-0

Qual o valor do procedimento 02.11.02.001-0 na tabela do SUS?

Na competência agosto de 2026 o valor federal é de R$ 1.502,84: R$ 492,52 de serviço hospitalar, R$ 730,04 de serviço ambulatorial e R$ 280,28 de serviço profissional. Estados e municípios podem pagar acima disso com recursos próprios, e algumas habilitações do CNES dão incremento percentual sobre o valor federal.

Por que a minha produção com este código foi rejeitada?

As causas mais comuns são: CID informado fora da lista de diagnósticos aceitos (são 82 códigos); CBO do profissional não autorizado para o procedimento; estabelecimento sem a habilitação exigida no CNES; instrumento de registro errado (aqui o correto é AIH (Proc. Especial) ou APAC (Proc. Principal) ou APAC (Proc. Secundário)); ou quantidade acima do limite da competência.

O que significa "Alta complexidade" neste procedimento?

A complexidade define em que nível da rede o procedimento é ofertado e de qual bloco de financiamento sai o recurso. Atenção básica é a porta de entrada; média e alta complexidade exigem serviços especializados habilitados e são financiadas pelo bloco MAC ou pelo FAEC.

Existe equivalente deste procedimento na TUSS?

A tabela de compatibilização publicada pela ANS não lista equivalente para este código. Isso não significa que o plano não cubra o procedimento: significa apenas que não há correspondência oficial mapeada entre as duas tabelas.

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