J06.9 — Infecção aguda das vias aéreas superiores não especificada
A “infecção de vias aéreas superiores” genérica — o resfriado comum sem agente identificado. É o campeão de atestados curtos.
Se você recebeu um atestado com um código e quer saber o que ele quer dizer, é bem provável que esteja nesta lista. São os códigos que mais aparecem em atestado de comparecimento, afastamento curto e pedido de benefício.
A “infecção de vias aéreas superiores” genérica — o resfriado comum sem agente identificado. É o campeão de atestados curtos.
Diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível: usado quando não há exame identificando o agente.
Dor lombar baixa. O código mais comum em afastamento por causa musculoesquelética.
Ansiedade generalizada. Junto com F32 e F43, forma o trio de saúde mental mais visto em atestados.
Episódio depressivo não especificado.
Influenza (gripe) sem identificação do vírus — o que ocorre quando não se faz o teste.
Gastroenterite e colite não infecciosa, não especificada.
Infecção do trato urinário de localização não especificada.
Cefaleia — a dor de cabeça como sintoma, sem causa definida.
Mialgia (dor muscular).
Nasofaringite aguda: o resfriado comum propriamente dito.
Infecção viral não especificada.
Transtorno de adaptação — reação a um evento estressante identificável.
Hipertensão essencial (primária), o diagnóstico crônico mais registrado do país.
Diabetes mellitus tipo 2 sem complicações.
Pessoa em boa saúde acompanhando pessoa doente — o código do acompanhante, muito usado em atestado de comparecimento.
Síndrome do manguito rotador (ombro).
Enxaqueca não especificada.
Conjuntivite não especificada.
Dermatite alérgica de contato de causa não especificada.
Asma não especificada.
Gastrite não especificada.
O dígito 9 na quarta posição quase sempre significa “não especificado”. Ele existe para o caso — muito comum — em que o quadro é claro, mas o exame que identificaria a causa exata não foi feito nem seria necessário. Uma gripe sem teste de PCR é J11; uma pneumonia sem identificação do agente é J18.9. Não é um código “incompleto”: é o código correto quando não há informação adicional.
Nenhuma norma liga um CID a um número de dias. Quem define o afastamento é a avaliação clínica de quem atendeu, e na perícia do INSS o que se avalia é a incapacidade, não o código. Dois pacientes com o mesmo M54.5 podem receber condutas completamente diferentes.
O CID no atestado é informação sigilosa: só pode constar com autorização do paciente, e o empregador não pode exigir que conste. Quando informado, deve ficar restrito ao serviço médico da empresa. Discriminação por doença é vedada — a Súmula 443 do TST presume discriminatória a dispensa de trabalhador com doença grave que gere estigma.
Vale. O que o atestado precisa ter é a identificação do paciente e do profissional, o registro no conselho, a data, o tempo de afastamento e a assinatura. O diagnóstico só entra com autorização do paciente. Ver as regras em detalhe.
Use a busca: ela cobre os mais de 14 mil códigos da CID-10, além dos procedimentos do SUS e dos termos da TUSS.